Este capítulo trata de explicar e predizer a interação entre uma pessoa e um artefato, sem levar em conta aspectos sociais (pois estarão no próximo capítulo). Para isto, serão trabalhados o que Cañas chama de níveis inferiores do marco de referencia: o sensorio-motor, o perceptual e o processamento da informação complexa. Nos últimos 30 anos, os estudos dos processos cognitivos humanos deram dados pra gente conmhecer como as pessoas sentem, percebem e armazenam informações. Também como recuperam e utilizam estas tais informações pra tomar decisões.
O modelo cognitivo geral criado por Wickens (1992) considera que o homem possui um sistema cognitivo que tem sistema sensoriais que pegam a informação do ambiente. Depois o vigarista analisa essa informação (por processos perceptuais) e mete dentro da memória.
A memória humana é muito doida, e ela não é só uma. Ela é feita duas outras memoriazitas. São as pilantretes: memória operativa e memória a largo prazo.
A memória a largo prazo já se subdivide em mais categorias: memória declarativa (onde a gente bota os fatos), e a memória procedimental (onde a gente armazena os how-tos – acho que a bixa é tipo um wizard) – (foi o anderson que disse isso em 1990)
Na ergonomia cognitiva, toda essa parada de falar de memória e os cacete são usadas pra explicar a interação entre uma pessoa e um treco qualquer. Por isso, caro dummie, a ergonomia considera tão importante conhecer quais as atividades que um indivíduo realiza e estabelecer principios baseados em psicologia cognitiva pra aplicar no design de interfaces. Por isso é útil pra os probres designers mortais.
Em 1986, me apareceu um tal de Norman (e ele nem mandou matar aquela mundana no psicose), e fez um processo que especifica como as variáveis psicológicas tão ligadas com as variáveis do sistema. Segundo o norman psicótico, um usuário realiza sete atividades quando interage com um sistema:
1 – Estabelece um objetivo
2 – Forma uma intenção
3 – Especifica as sequencias de ações
4 – Executa a ação
5 – percebe o estado do sistema
6 – Interpreta o estado
7 – Avalia o estado do sistema com relação aos objetivos e as intenções.
Já os aspectos que os modelos devem considerar na hora de explicar a interação são os seguintes (howes e young 1997):
1: Conduta – não entendi direito essa porra, mas é mais ou menos explicar pro leso do usuário como ele deve fazer pra usar o sistema ou então saber como ele agiu pra saber como colocar as coisas. Aí o Cañas me bota um exemplo de que uma interface com ícones é mais fácil de entender do que uma só com linha de comando (lógico né rapá).
2 Conhecimento: Esse quer dizer que o usuário já tem que saber alguma coisinha pra operar o sistema. Tipo se vc dizer pra vo neca pra deletar alguma coisa, ela vai dizer: ‘tua bunda, seu verme”
3 representação do conhecimento: Eu mesma é que não entendi essa merda. pqp. vou só traduzir: O conhecimento está representado no sistema e os modelos propuseram vários formalismos nos quais podem estar representados. O formalismo impoe restricoes sobre como se adquire e usa este conhecimento. Para isto, é importante este nível de descriçãol, já que estas restrições nos levam a fazer prediçõessobre a conduta. (foi muito pau no cu esse parágrafo, né?)
4 – Aprendizagem: O usuário tem que aprender a usar a interface, e os modelos cognitivos sabem como se realiza esta aprendizagem. Tem o mecanismo da aprendizagem e o tipo de aprendizagem.
5 – arquiteturas cognitivas: a integração de todos os outros em um só. Que tenha o poder de armazenar, representar e recuperar o conhecimento e ainda atuar sobre o meio. Newel em 1973 escreveu um artigo dizendo que é impossível avançar no conhecimento da cognição humana decompondo a tarefa em várias. Por exemplo, ao modelar a conduta de uma pessoa que tá mexendo no computador, vê-se qeu é imposs’vel separar os componentes cognitivos, porque não dá pra motherfucker dizer que que é memória, atenção, etc.
Por isso a idéia de newel foi unir todo o reino da cognição criando teorías gerais, podendo fazer predição do maior número de fenomenos possíveis.
Essa teoria do pobre do newel não foi aceita por todos. mas isso não interessa nem pra mim nem pro Cañas, só interessa que uma arquitetura determina o tipo de modelo que pode ser feito e os pesquisadores ainda estão tentando pesquisar (ehehe) as limitações que as arquiteturas impoem no tipo de modelo de interação que se pode fazer.
Existem tres arquitteturas cognitivas famosas, que sao dos anos 60, paz e amor: ACT-R (anderson, 1976), SOAR (Newel, 1990), e CCT (kieras y polson, 1985).


