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Este capítulo trata de explicar e predizer a interação entre uma pessoa e um artefato, sem levar em conta aspectos sociais (pois estarão no próximo capítulo). Para isto, serão trabalhados o que Cañas chama de níveis inferiores do marco de referencia: o sensorio-motor, o perceptual e o processamento da informação complexa. Nos últimos 30 anos, os estudos dos processos cognitivos humanos deram dados pra gente conmhecer como as pessoas sentem, percebem e armazenam informações. Também como recuperam e utilizam estas tais informações pra tomar decisões.

O modelo cognitivo geral criado por Wickens (1992) considera que o homem possui um sistema cognitivo que tem sistema sensoriais que pegam a informação do ambiente.  Depois o vigarista analisa essa informação (por processos perceptuais) e mete dentro da memória.

A memória humana é muito doida, e ela não é só uma. Ela é feita duas outras memoriazitas.  São as pilantretes: memória operativa e memória a largo prazo.

A memória a largo prazo já se subdivide em mais categorias: memória declarativa  (onde a gente bota os fatos), e a memória procedimental (onde a gente armazena os how-tos – acho que a bixa é tipo um wizard) – (foi o anderson que disse isso em 1990)

Na ergonomia cognitiva, toda essa parada de falar de memória e os cacete são usadas pra explicar a interação entre uma pessoa e um treco qualquer. Por isso, caro dummie, a ergonomia considera tão importante conhecer quais as atividades que um indivíduo realiza e estabelecer principios baseados em psicologia cognitiva pra aplicar no design de interfaces. Por isso é útil pra os probres designers mortais.

Em 1986, me apareceu um tal de Norman (e ele nem mandou matar aquela mundana no psicose), e fez um processo  que especifica como as variáveis psicológicas tão ligadas com as variáveis do sistema. Segundo o norman psicótico, um usuário realiza sete atividades quando interage com um sistema:

1 – Estabelece um objetivo

2 – Forma uma intenção

3 – Especifica as sequencias de ações

4 – Executa a ação

5 – percebe o estado do sistema

6 – Interpreta o estado

7 – Avalia o estado do sistema com relação aos objetivos e as intenções.

Já os aspectos que os modelos devem considerar  na hora de explicar a interação são os seguintes (howes e young 1997):

1: Conduta – não entendi direito essa porra, mas é mais ou menos explicar pro leso do usuário como ele deve fazer pra usar o sistema ou então saber como ele agiu pra saber como colocar as coisas. Aí o Cañas me bota um exemplo de que uma interface com ícones é mais fácil de entender do que uma só com linha de comando (lógico né rapá).

2 Conhecimento: Esse quer dizer que o usuário já tem que saber alguma coisinha pra operar o sistema. Tipo se vc dizer pra vo neca pra deletar alguma coisa, ela vai dizer: ‘tua bunda, seu verme”

3 representação do conhecimento: Eu mesma é que não entendi essa merda. pqp. vou só traduzir: O conhecimento está representado no sistema e os modelos propuseram vários formalismos nos quais podem estar representados. O formalismo impoe restricoes sobre como se adquire e usa este conhecimento. Para isto, é importante este nível de descriçãol, já que estas restrições nos levam a fazer prediçõessobre a conduta. (foi muito pau no cu esse parágrafo, né?)

4 – Aprendizagem: O usuário tem que aprender a usar a interface,  e os modelos cognitivos sabem como se realiza esta aprendizagem. Tem o mecanismo da aprendizagem e o tipo de aprendizagem.

5 – arquiteturas cognitivas: a integração de todos os outros em um só. Que tenha o poder de armazenar, representar e recuperar o conhecimento e ainda atuar sobre o meio. Newel em 1973 escreveu um artigo dizendo que é impossível avançar no conhecimento da cognição humana decompondo a tarefa em várias. Por exemplo, ao modelar a conduta de uma pessoa que tá mexendo no computador, vê-se qeu é imposs’vel separar os componentes cognitivos, porque não dá pra motherfucker dizer que que é memória, atenção, etc.

Por isso a idéia de newel foi unir todo o reino da cognição criando teorías gerais, podendo fazer predição do maior número de fenomenos possíveis.

Essa teoria do pobre do newel não foi aceita por todos. mas isso não interessa nem pra mim nem pro Cañas, só interessa que uma arquitetura determina o tipo de modelo que pode ser feito e os pesquisadores ainda estão tentando pesquisar (ehehe) as limitações que as arquiteturas impoem no tipo de modelo de interação que se pode fazer.

Existem tres arquitteturas cognitivas famosas, que sao dos anos 60, paz e amor: ACT-R (anderson, 1976), SOAR (Newel, 1990), e CCT (kieras y polson, 1985).

A COR NA VIDA MODERNA

O mundo está cheio de cores. As cores são informações muito importantes. Se pode saber que uma coisa está podre pegando e sentindo que está mole, comendo e sentindo um gosto ruim, ou cheirando e sentindo um cheiro desagradável. Porém, através da cor, pode-se saber só de olhar.

Se algo é amarelo, o amarelo em si não pode ser ouvido, tocado, cheirado. Só pode ser visto. Há quem não perceba as cores normalmente e tenha dificuldades, mas em geral, todos percebem as cores da mesma forma, e o estímulo provocado pelas cores é geralmente o mesmo em todo mundo. O que acontece é que significados são dados a estas cores, por isto, cores são interpretadas diferentemente dependendo das culturas. Assim, pode-se dizer que a cor não se forma apenas na visão como também no “eu” dos indivíduos que a observam.

Nos advertisements, as cores não são escolhidas por acaso. Ao pensar em uma marca, já associamos à uma cor. A coca-cola é vermelha. A pepsi, azul. Uma coisa interessante é que as cores não estão sujeitas a royalities. Não se pode processar alguém por causa de uma cor, nem se pode registrar uma cor como sua. Porém as associações de cores não estão apenas no mundo comercial. Podemos dizer “eu estou branco de medo”, “o mercado negro”, a fruta ainda está “verde”.

A publicidade chega a utilizar a cor de forma daninha, impondo associações, que depois, torna-se difícil esquivar quando se quer utilizar. Até os anos 30, podia-se desenhar o papai noel de qualquer maneira. Porém desde que a coca-cola resolveu utiliza-lo, a paleta vermelho-branca se tornou obrigatória para desenhar o mesmo.

COR, CULTURA E CRIATIVIDADE

O simbolismo empregou diversos significados às cores. Como exemplo disto está o cristianismo, que desde o seculo xiv empregou significados à certas cores que são utilizados até os dias de hoje. O branco é para o reveillon e para a semana santa, o preto para funerais, o violeta se utiliza na quaresma, o vermelho em celebrações associadas ao martírio. Isto também ocorre em outras culturas e religiões. O cinema e a televisão também são profundamente simbólicos na utilização das cores. A associação repetitiva de uma cor a uma personagem cria uma conexão mental no espectador.

COR NA NATUREZA
A natureza também está repleta de cores, em sua fauna, flora, minerais. O escuro do rio negro contrasta com as águas barrentas do rio solimões, a mata em diversos tons de verde, as borboletas multicoloridas, flores, insetos, aves, mamíferos, todos juntos tornando a natureza perfeita.

Nos animais, o colorido vibrante normalmente chama a atenção das presas e denota que o animal colorido possui veneno. Os animais que não possuem um mecanismo natural de defesa como o veneno, tendem a se camuflar no ambiente para confundir os predadores, como alguns camaleões, e outros insetos.

Os paisagistas são tão cautelosos quanto pintores ao projetar um jardim. Alguns tipos de folhas dispersam melhor a luz, enquanto outras são foscas. Um jardim não tem sempre a mesma forma, ele está sempre em mudança. Segundo a paisagista Gertrude Jekyll (apud Fraser), em um jardim não se trabalham apenas aspectos visuais, tornando tangíveis os outros sentidos também.

EM BUSCA DA COR
Segundo Saussure (apud fraser), associando a idéia da semiótica ao processo de interpretação das cores, os signos são arbitrários. Assim como a palavra cebola não tem nada a ver com o tubérculo em si, o significado das cores também é arbitrário, e sempre relacionado a um contexto. Um semáforo vermelho significa parar, porém ninguém vai parar porque viu uma ferrari vermelha. Apesar de as cores possuirem uma reação universal, estas são constantemente associadas a significados arbitrários. Uma vez estabelecido, este significado perdura. Ainda há também as associações pessoais. Apenas uma opinião pessoal sobre uma cor pode ditar a forma como uma pessoa se veste.

PSICOLOGIA DA COR
Mesmo que a forma com que as cores são empregadas variem entre culturas, existem elementos comuns  que coincidem independente deste fator. Alguns cientistas acreditam que isto esta relacionado a fenômenos naturais, como o vermelho é a cor do sangue, portanto denota perigo – relacionado a um ferimento. O azul é cor do céu e do mar, logo dá a sensação de liberdade, perspectiva e tranquilidade. O nome das cores também impacta psicologicamente quem as escolhe. Se investe muito dinheiro em buscas de nomes que influenciem os compradores.

Processo de formação de cores
Existem dois processos básicos de formação de cores – As misturas ADITIVA e SUBTRATIVA. A mistura aditiva é baseada em iluminação e a subtrativa em pigmentação. Não estamos acostumados com a mistura aditiva, pois todo o contato que tivemos com as cores, desde a meninisse, se melecando de tinta, estávamos utilizando a síntese subtrativa.

MISTURA ADITIVA DE CORES
Esta mistura é adotada em todos os displays (monitores, celulares, tvs, ipods, etc). Esta mistura é feita através de iluminação e alteração dos comprimentos de onda. Neste processo, as cores primárias são:

vermelho verde azul

Ou seja, o famigerado RGB (red, green, blue)
Quando misturamos as três cores, temos o branco, quando não colocamos nenhuma cor, temos o preto, significa inexistência de luz.

MISTURA SUBTRATIVA DE CORES
É o processo das pinturas. Este processo não emite luz, é só os pigmentos, as tintas misturadas. Lembra daquela conversa de que uma parte do comprimento de onda é absorvida pelo objeto e outra parte é repassada pro olho? Então, teoricamente, em uma síntese subtrativa, se vc não coloca nenhum pigmento de cor, o comprimento de onda é repassado completo para o olho. Se vc adicionar alguma cor, e misturar com mais outra, vc vai estar diminuindo este comprimento de onda e daí vem o nome de subtrativa. Você diminui, diminui, até acabar com todo o comprimento de onda, gerando o preto.

As cores primárias da síntese subtrativa são:

MAGENTA CIANO AMARELO ( PRETO).

O famoso e conhecido pelas gráficas como CMYK.

É uma palavra difícil, e feiosa que quer dizer uma coisa que todo mundo já sabia

UBIQUIDADE É A CAPACIDADE DE ESTAR EM DIVERSOS LUGARES AO MESMO TEMPO.

Ex: Fernandinho peidou. Todo mundo na sala sentiu. – Pode-se dizer que o peido de fernandinho é ubíqüo naquele ambiente. Mesma coisa, caro mané, acontece quando vc dá aquele vexame pq bebeu todas e alguém bateu umas fotos tuas fazendo merda e botou na internet. Cada um vai poder acessar de seu próprio computador, internet tablet, celular, e até aquele microondas que vem com internet, tudo ao mesmo tempo. Isso aí é ubiqüidade. Resta saber se ainda tem esse trema né? Pq eu mesma não sei, com esse papo de mudar o português…. wharever, eu já nao sabia antes, tb, vou continuar não sabendo agora!

ubiquidade

Agora sim, quando vc ouvir algum aristocrata do design falando em ubiquidade, ele tá falando daquela mesma lenga lenga de atingir vários usuários através de várias plataformas diferentes. Roubei essa imagem deste pdf do mauro pinheiro http://www.slideshare.net/mauropin/o-design-de-interacao-em-ambientes-de-ubiquidade-computacional-presentation-679043. Espero que ele não se importe!

A luz, radiação energética visível

Tente visualizar uma radiação energética: pronto, é a luz.
A luz é uma radiação energética compreendida entre 400nm e 700 nm

A visão está constituida de tal forma, que pode captar todas as formas de onda que estão oscilando entre os 400 e 700. A luz é captada por umas celulas que tem na nossa retina, se chamam bastonetes e cones. As radiações incidem nestas células e geram um tipo diferente de energia em impulsos elétricos, que são codificados e enviados ao cérebro, onde acontece a sensação de cor propriamente dita. O olho humano se adapta  à luz que recebe, e funciona como uma antena. O olho, e seus cones e bastonetes não vêem as cores. A sensação de cor só nasce no cérebro.

No mundo físico não existe cor
Como assim? O.o…. No mundo físico existe apenas matéria e energia. Os animais orientam-se por esta radiação de energia, assim como nós, que a transformamos em cores e formas. O tipo de orientação não é o mesmo pra todos os seres vivos. Mesmo o tamanho e a distância dos objetos podem ser percebidos por esta radiação energética. É através dela que vemos se uma fruta tá podre ou se tem fogo queimando, apenas pela cor. Pode-se dizer que a cor é uma informação visual.

“O reconhecimento visual dos objetos e a cadeia de efeitos entre a emissão de luz e captação do estímulo de cor pelo olho sempre segue o mesmo processo.
Uma fonte de luz emite radiação de energia em um campo visível. Durante o dia, esta fonte é naturalmente o sol. Estas fontes de energia caem sobre objetos e materiais, os quais em parte as absorvem e em parte as remitem e em parte as transmitem. Se as radiações forem totalmente absorvidas, acontece a sensação do negro. Se forem totalmente transmitidas ou remitidas, acontece a sensação do branco” Kuppers

Todos os objetos absorvem alguma radiação, e transmitem o resto, e esta radiação que chega aos nossos olhos é que pode ser chamada de cor. Esta capacidade de absorver é chamado “cor do corpo”. A cor do corpo não é algo fixo, pois depende da iluminação existente. Ou se o material tem a capacidade de retransmitir certa longitude onda que não contem na iluminação do ambiente.

Conclui-se que a luz não é apenas uma transmissora de informações físicas, como também é uma fonte de energia impressindível para outros animais.

Cores condicionalmente iguais e cores incondicionalmente iguais
“Aquelas cores que só se parecem iguais sob determinado tipo de luz recebem o nome de condicionalmente iguais. Mas as cores que sob qualquer tipo de luz sempre parecem iguais, são incondicionalmente iguais” Kuppers

Exemplo, um pintor que deseja mesclar a mesma cor que já pintou, e já secou, só vai conseguir cores condicionalmente iguais, devido àquelas condições estarão iguais. Outro exemplo, se uma peça de lataria de um carro for pintada com uma cor condicionalmente igual, todos irão perceber que aquela cor está diferente pois elas estarão sempre com a mesma iluminação, e uma ao lado da outra. Um carro só pode ser pintado com cores incondicionalmente iguais.

Um exemplo mais prático disto é se resolvermos pintar em um quarto com baixa iluminação, duas amostras de cores que, naquelas condições estão iguais, porém podemos nos surpreender ao aumentar a iluminação que as amostras podem estar diferentes. Quando consideramos vários meios de divulgação como a TV, os impressos, a internet, e outros, de uma mesma peça gráfica, estamos definitivamente trabalhando com cores condicionalmente iguais.

Este post é, no mínimo, incomum. Vou falar sobre as motherfuckers conjunções.

primeira pergunta: WTF is conjunção? Prima da conjuntivite? – Só se for adotiva! E também não é o mesmo que conjuntão.

A conjunção é uma palavrinha sapeca que conecta uma frase à outra.

Parece leseira, mas a gente só usa a mesma conjunção sempre, quando tá escrevendo, porque não tem conhecimento das outras. Vale a pena saber mais sobre isso pra poder escrever de uma forma que as pessoas esqueçam que vc não sabe português direito e digam: ah, que bonito o que tá escrito, agora vamos ver sobre o que ele tá falando! Normalmente quando você escreve de uma forma muito pobre, usa a mesma palavra sempre, o leitor maldito vai lá e te mete a tesourada: mas que fuleiragem de texto! Não quero nem saber do que se trata! MALDITO!

Agora vamos deixar de lero-lero e tentar saber que tipos de conjunções existem bem como suas aplicações, sem muito aprofundamento pois existem outras categorias maiores onde elas estão, mas isso aqui não é pra vc passar em concurso não, é só pra ter um repertório maior na hora de escrever!

Aditivas: como o nome já diz, somam.
Pra somar, vc pode usar:
- e

- nem
- mas também
- não só como
- tanto quanto

Adversativas: São aquelas que contrastam. Mostram que uma coisa é diferente da outra:
- mas
- porém
- todavia
- contudo
- entretanto
- senão
- ao passo que
- antes
- no entanto
- não obstante
- apesar disso
- em todo caso

Ex: Semiótica parecia impossível de ser entendida, não obstante os alunos aprenderam!
viu? mostra que uma coisa é diferente da outra!

Alternativas: como o nome já diz, ou é uma ocoisa, ou outra! Nada de ser as duas ao mesmo tempo!
- ou
- ou… ou
- ora…ora
- quer…quer
- seja…seja

Ou você arruma um emprego, ou sua mãe lhe põe pra fora de casa!

Explicativas: eu nem preciso dizer que nas explicativas, uma frase explica a outra.
- que
- porque
- porquanto
- pois

Não coma repolho porque (que, pois, ou porquanto) podem causar um desarranjo intestinal!

Conclusivas: iniciam as conclusões.
- logo
- portanto
- por conseguinte
-pois
-por isso

Ex: você tem aquário, logo é gay (aquela piada do português, depois eu conto)

Causa:
- Que – porque
- pois
- por quanto
- como
- pois que
- por isso que
- já que
- uma vez que
- visto que
- visto como
- entre outros
- desde que

Ganhou o emprego porque seu tio é vereador

Comparativa: iniciam as conclusões.
- que
-
(mais, menos, maior, menor, melhor, pior) do que
- (tal) qual
- (tanto) quanto
- como
- assim como
- bem como
- como se
- que nem

Mário é tão babaca quanto Augusto – Assim como seu carro, meu fusca também me leva onde eu quero.

Concessivas: é como as adversartivas, expressam o contrário
- embora
- conquanto
- ainda que
- mesmo que
- posto que
- bem que
- se bem que
- apesar de que
- nem que
- em que
- que
- e
- por mais que

Embora esteja frequentando aulas de ginástica, Mariquinha continua uma baleia

Condicional:
- se
- caso
- quando
- contanto que
- salvo se
- sem que
- dado que
- desde que
- a menos que
- a não ser que

Se conselho fosse bom, não seria de graça.

Conformativa:
- conforme
- como
- segundo
- consoante

Conforme foi previsto, todos estão morrendo de gripe suína

Consecutiva:
- que (+ tal, tanto, tão ou tamanho)
- de forma que
- de maneira que
- de modo que
- de sorte que

Alice comeu tanta banana de forma que não foi mais ao banheiro por 3 dias

Final:
- para que
- a fim de que
- porque
- que

Estou estudando português afim de que deixe de ser burra

Proporcional:
- a medida que
- ao passo que
- a proporção que
- enquanto
- quanto mais
- quanto menos

Quanto mais trabalhava, mais tinha trabalho pra fazer. Seu nariz crescia à medida que contava mentiras

Temporais:
- quando
- antes que
- depois que
- até que
- logo que
- sempre que
- assim que
- desde que
- todas as vezes que
- cada vez que
- apenas
- mal
- que (desde que)

Demora pra chover, mas quando chove, arranca meu telhado

Hoje eu chapei com essa parada de cores.

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Primeiro de tudo vamos filosofar em porquê diabos nós vemos? Porque temos olhos? Nada disso sabichão. Vemos porque a luz existe. Mesmo nas penumbras, ainda tem um restinho de luz pra aproveitar, e aí acabamos vendo alguma coisa. Então vamos todos agradecer ao deus sol, a deusa lâmpada e o espírito elétrico por toda essa dádiva! Se não fossem eles e ninguém visse porra nenhuma, o que seria de mim? Uma pobre aspirante a designer gráfica…. Perderia meu emprego, hehhehe

A luz é uma onda muito louca. De fato é uma onda. Uma onda de raios luminosos, assim como tem as ondas de rádio, ondas de tv, ondas de raio x, ondas de raios gama que fizeram o hulk verde, tem as ondas de raio de luz. A diferença de uma pra outra é o comprimento de onda (tem umas mais espichadas e umas menos).

Essa ondinha vem do sol como um raiozinho, bate no objeto que rebate no olho, e assim, finalmente vemos as coisas.
Quando vemos a imagem, a luz do sol também é responsáve por este fenômeno, e ele rebate na gente e o nosso olho vê esta imagem de cabeça pra baixo. Isto acontece porque a retina (casquinha de tras do olho, ehhe) funciona como uma lente encurvada. Concava pra quem ve de ca e convexa pra quem ve de la. (do mesmo principio daqueles espelhos tortos que a gente fica feio pra cacete). Enfim, vc, como um perfeito sabichão deve ter pensado: igual a máquina de fotografia! Claro, que você, como um cara inteligente, já pensou nisso. Veja a imagem abaixo:

olho igual a camera

Agora você me pergunta: E O QUE QUE A COR TEM  COR TEM A VER COM ESSA PARADA TODA?

Depois de todo esse papo lindo de luz, de onda, de camera… a cor ficou esquecida? Não, não. A cor tá aí. Não viu não? Que conversa de doido….

Lembra do raiozinho que eu tinha dito? O nome desse raiozinho é fóton. Dependendo do tamanho(comprimento de onda) do fóton, e da quantitade de ondinhas(frequencia) que ele tem, corresponde a uma cor. Determinada frequencia dá o vermelho, outra diferente dá o amarelo, etc.

A luz vem mais ou menos branca do sol, quando ela bate em algum objeto, ele absorve alguma coisa e altera a luz quando manda de volta pra gente. Essa mandada de volta “deficiente” é que gera a cor. Se o objeto absorver todas as frequencias fora o vermelho, o resultado é que ele vai ser vermelho como um sanguinho.

Já ouviu aquele ditado de que a noite todos os gatos são pardos? Significa que sem estimulo luminoso suficiente, a cor não atinge nossos olhos. Vemos tudo meio preto.

Tu sabe o que é um prisma? Não to falando daquele carro…. o prisma é aquela piramidinha transparente. Se um raio de luz atravessar o prisma, a luz vai se desdobrar em várias cores, essas cores se chamam espectro (aquela casa noturna fantárdiga do centro que só a velha guarda conhece, sonho meu se lá só tocasse pink floyd)
prisma pink floyd

E é isso aí, continuo a falar de cores mais tarde. Usei o livro do farina pra não falar tanta merda, e também busquei coisas na wikipedia

Lembra quando você ainda era um projetinho de gente e ainda sonhava em ser bombeiro ou atriz? Ia pro colégio e a professora mandava vc fazer um desenho… Ô beleza… era só isso. Você caprichava no riscado, entregava pra ela com estrelinhas no olhar e ela escrevia “precisa trabalhar mais”, ou “não está muito claro”, ou “parabéns”(o melhor),  e vc ia e dava mais uma rabiscadinha, e ela falava “tá lindo!”… Era apenas pra fazer você você se expressar, o que é lindo, de fato, né’?

Com o passar do tempo, o treco vai ficando mais chato, e a professora pede pra você fazer um desenho mais específico, sobre um tema….  você já é mais cobrado nas redações, e tem que escrever como foram as férias, como foi o final de semana.

Quer dizer que a relação entre escrever e ilustrar são opostos. A criança vai parando de desenhar, e vai começando a escrever mais e mais..  É só comparar os livros infantis com os livros mais adolescentes. O nível e quantidade das ilustrações são muito diferentes. Nos livros técnicos de faculdade, as imagens passam a ser esquemas, diagramas, gráficos. Moral da história: imagens não desapareceram, só ficaram mais técnicas.

As imagens técnicas são usadas em larga escala nas escolas, porém sem a subjetividade da infância, as ilustrações são importantes, mas o material escrito é mais valorizado.

E aí,fora das escolas, o uso das imagens vem crescendo exponencialmente quando se trata de materiais para crianças. Nós vemos revistinhas, livros, cadernos, mídias eletrônicas, cds, sites, propagandas (estas atacam de verdade os pequenos), e são muito mais visuais do que verbais. E também muito ricas, com som, animações, interação… O ponto é que as escolas não usam este apelo na educação. Não possuem skills para isto.

QUEM É QUE TÁ EDUCANDO A MULECADA? a tv! a mídia! E porque os educadores reclamam? Eu estava ouvindo a CBN outro dia e tinha uma escritora falando porque as crianças não gostam de ler. Bem, ela basicamente disse que hoje existem muitas coisas tão interessantes, e a literatura imposta nas escolas não é adequada pra elas, e citou o escândalo da compra de grandes clássicos da literatura que não foram usados, nem foram aceitos pelas crianças.  O que você preferiria? Chupar um picolé de jiló, ou comer aquele bolo gostoso cheio de suspiro e recehado de doce de leite? Pois é, antes de condenar seu filho, pense que você é muito culpado disso tudo.

Aí você vai cheio de mimimi mimim (my  balls) falar pro seu priminho que está fudido em português, que na sua época as coisas eram muito diferentes, e que vc já lia machado de assis na idade dele. Brother, tu nem sabia o que é tecnologia. Ignorance is bliss. Machado de assis é um saco mais murcho que um maracujá podre. Enquanto isso, ele vai te ignorando, óbvio que ele acha que vc tá falando merda e vai lá assistir a propaganda da claro, ou da vivo… e ser educado por algo que não tem nada de educativo, que é muito mais bacana, ehehe…

Então vamos voltar pro Kress…
No grosso Kress diz que as escolas, por pressão dessa nova educação visual vinda do mundo (globalização), ou até por pressão política, produzem analfabetos visuais.

É claro que a leitura por si só é uma forma de comunicação visual, o sinal de um cara que é letrado mesmo é o cara que lê sem vocalizar, sem mexer os lábios, e sem pensar no som das palavras como tá lendo (bixo, eu mesma não sei como se faz isso). Pois um cara que faz isso é considerado intelectualmente contamidado por ter que usar recursos dos menos aculturados… coisa de fresco, na minha opinião. E para Kress, esta velha forma de literatura visual foi um dos maiores gols da cultura ocidental (o lado de cá, no caso), e que desde a idade da pedra (tempo que o vovô ainda era uma brasa mora), já se separa os burrinhos (que lêem falando), dos nerdinhos (que possuem as tecnicas avançadas da leitura).

Não é de surpreender que esta galera esteja se sentindo ameaçada por esta nova proposta de educação baseada em imagens. Isso seria uma queda de cara no chão da cultura (pra eles). Por isso eles fazem aquelas panelinhas de conservadores que desvalorizam qualquer comunicação visual que não seja a culta literatura.

Kress diz que neste livro, ele quer dar tanta importância à linguagem de imagens quanto a importância dada a gramática/literatura, e evidenciar o problema da falta de significados de falar e pensar sobre isto que está acontecendo hoje com o design: de se comunicar com imagem.

Kress propõe continuar do ponto que Roland Barthes parou: ele diz que os códigos semióticos(comida, vestido, cachorro) sempre estão acompanhados de texto, porque são polissêmicos, e se vc não escrever “comida” em baixo, vai um maluco e pode imaginar que aquilo é outra coisa. Então pra consertar esse desentendimento, usar a linguagem escrita é uma solução, como os balões de texto dos quadrinhos. Barthes identificou dois tipos de relação entre texto e imagem, uma onde vem a imagem primeiro e o texto só vem completar (quadrinhos) e outra onde você lê o texto e a imagem vem completar, como a ilustração técnica de um livro.

Ainda com Barthes aqui do meu lado, antigamente as “ilustrações” eram dominantes, no sentido de complementar textos. Mitologia, bíblia, etc. Com o tempo a ciencia deixou as imagens mais naturais, servindo ainda pra complementar textos, mas não apenas como adorno, como também informativas. Isto também acontece em documentários, hoje, se você pegasse apenas imagens da natureza, e assistisse, você interpretaria de alguma forma, porém os documentários são narrados e quem assiste é levado pela interpretação do narrador.

Vou embora que minha rota já vai sair!!! continuo na parte 2!!!

vamos então falar de linguagem:

Uma criança, tendo fragmentos de linguagem à sua disposição, adquire naturalmente esta linguagem. Como, então, as comunidades antigas desenvolveram suas linguagens? O lingüista Noam Chomsky explica isto dizendo que estes caras tinham regras fodásticas, que acabaram por guiar a construção da gramática. São estas regras que fizeram com que as crianças aprendessem. Sem elas, ninguém ia ter aprendido porra nenhuma, ia estar todo mundo falando bla bla bla, blu blu blu pra parede.

Ainda naquele papo de  a criança reinventar tudo, que já tá dando pra bola:o psicolingüista Steven Pinker diz que as crianças também estão reinventando a linguagem, não porque elas são fodas, inteligentes, mega espertinhas, mas porque elas não conseguem evitar!

A proposta é que da mesma forma que uma criança aprende uma língua, se comunica através dela e a reinventa apartir dali, pois existem as tais regras gramaticais, as crianças poderão examinar  compreender cenas visuais específicas se elas tiverem sido expostas às regras da visão universal, vão ou regras de processamento visual, isto permite que a criança construa uma cena visual ao olhar, ou seja, entenda aquilo que está sendo mostrado. Mas a mulecada não nasce assim, por isto, varia de uma cultura pra outra. (Aí vem aquela brilhante frase: pense globalmente, aja localmente).

E como se constrói uma cena visual? A resposta jack já nos deu: se constrói por partes. Muitas partes. É como uma escada, você só vai subir um degrau, se já tiver subido o anterior. E você só vai saber que tem que subir o próximo degrau por causa das regras.

E é isso aí, hoffman quis dizer que sem regras, esse mundo seria muito louco. As regras são a chave pra abrir a cabeça da meninada.

E FIM DE PAPO

Então, voltando pro tal do Berkeley (que eu parei de falar do caba senão eu perdia a rota) , ele não tá dando uma de doidão e dizendo que a profundidade não existe, ele só tá dizendo que dependendo do lugar que vc esteja, vc vê de uma forma diferente. Agora se vc parar pra pensar, qqr coisa nesse mundo depende de um ponto de referência. Do tipo: um branco numa luz de tungstênio é azulado, numa incandescente, amarelado.
Tipo quando o cara vai no supermercado, comprar aquela verdurinha bem verdinha, chega tá viçosa, uma buniteza de dá gosto!!! Aí chega em casa e a bicha tá mufiiina… o que é isso companheiro? É que lá no mercado tinha uma luz que deixava a verdura mais verdinha! E isso se repete em inúmeras coisas que só as mentes mais encarniçadas conseguem imaginar, como uma paisagem em movimento, ou outra parada, se tá molhada, se tá seca, se tá dia, se tá noite, e se tu tá chapado, ou se tu tá bom. Tudo depende da perspectiva. E ainda pior: não se pode dizer que a imagem em movimento não transmite uma mensagem, ou que apenas uma silhueta contra o sol não transmite uma mensagem. Isto só demonstra que são inúmeros os mundos visuais que as crianças podem construir apartir das imagens.

Ou seja, esse bla,bla,blá todo foi só pra dizer isso. Tu quer que as danadinhas entendam o que tu falou, mas elas entendem outra coisa muito mais interessante… hehehe, vai entender a cabeça da mulecada!

E então? E AGORA JOSÉ? Vamos desistir? Jogar qualquer porcaria aí que a criançada vai ter que aceitar? Já que é quase impossível fazer com que elas interpretem do jeito que vc quer?

pois é, agora que vem o nó: É IMPOSSÍVEL MESMO …E agooora mister Hoffman… como é que vc sai dessa?

Segundo Hoffman, uma criança não vai pintar um sol de amarelo, se vc não disser pra ela que ele tem que ser amarelo. E o que é que a professorinha faz? Ela diz que é amarelo!  E diz mais… diz que o papai noel vai dar presente pra ela no natal, diz que ela tem que rezar antes de dormir, diz que tem que escovar os dentes, ou seja, as regras, apesar de serem nocivas para a criatividade, acabam sendo fundamentais para o menino crescer na sociedade, e não se tornar tão diferente do seu grupo (vc pode dizer que não liga pra isso, mas quando tava no colégio, tenho certeza que vc curtia com algum colega que todo mundo chamava de doido… talvez o doido não gostasse muito). E outra, são estas regrinhas que vão pegar na mão da criança e dizer pra ela como é que ela vai ter que construir um mundo visual, da mesma forma que as oturas.

Tipo, o mesmo exemplo do livro, se eu mostrar uma foto pra um bebê na china, e a mesma foto pra um bebê na groelândia, eles vão interpretar coisas completamente diferentes, a menos que eles tenham crescido dentro das mesmas regras.

Tá bom por hoje, vou dormir!

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